sábado, 16 de julho de 2011

Caixas de Reis - Sons e histórias

Ponto de Cultura Seu Duchim

Sobre a oficina e seu objeto: “Orquestra de Caixas: sons e histórias na arte de fazer e tocar tambores”, trabalharemos principalmente com o objetivo de estimular o espírito da Folia nos meninos e meninas da cidade, esta arte musical de cunho religioso tradicionalmente tocada em cumprimento a alguma promessa nas comunidades rurais de nossa região. Atualmente, os santos para os quais mais se dedicam as Folias são: Santos Reis, Divino Espírito Santo, Nossa Senhora, São Miguel e Santa Luzia. No entanto, a tradição de afinar caixas, pandeiros, violas, rabecas, vozes e violões em homenagem a um santo tem encontrado dificuldades em agregar os mais jovens a ternos de foliões. Esta Oficina busca atuar nesse sentido, ao trabalhar com os alunos as esferas do fazer, tocar e contar associadas às Folias. O processo do fazer será dedicado à confecção de caixas, instrumento de percussão fundamental na Folia; o tocar ensinará aos alunos o ofício de lidar com este instrumento de forma ampla, integrando canto, ritmo e afinação; e o contar é parte fundamental na valorização simbólica do fazer-tocar, pois dará um sentido histórico e social ao ser folião. ( Camila Medeiros - Projeto Ponto de Cultura Seu Duchim)

 Ritmica e sons - Meninas e suas caixas - Coordenação Fabiana Lima, Bruno Andrade e Griô Sebastião
Caixeras e ritmo - Sentido a caixa

Video produzido durante a realização das oficinas - Diana Campos

Realização: Instituto Rosa e Sertão/Ponto de Cultura Seu Duchim
Parceria: Governo Federal/Minc - Programa Pontos de Cultura, Governo de Minas Gerais, SEC - Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais

Oficina de Audio Visual - Causos do Sertão

A oficina coordenada por Geraldo Pereira e Ana Carneiro foi apresentada aos participantes como sendo o marco inaugural dos trabalhos de audiovisual do Instituto Rosa e Sertão, sugerindo desde o primeiro momento processos de continuidade.

Os dez dias de oficina foram divididos em três etapas:
1. Pré-produção – dias 23 e 24 de junho: etapa destinada à apresentação dos participantes, à introdução da prática audiovisual e à preparação das gravações.

2. Produção – dias 25 a 27 de junho: etapa destinada à gravação dos vídeos.

3. Pós-produção – dias 28 a 30 de junho e 01 e 02 de julho: etapa destinada à análise do material gravado, decupagem e edição.

O método de trabalho centrou-se na experiência prática como campo de aprendizagem. Toda reflexão partiu de um dado prático trazido pelo grupo. Buscou-se evidenciar processos de intimidade entre os participantes e as atividades propostas solicitando imagens à memória afetiva de cada um, fossem elas da televisão, do dvd, da fotografia, da página de revista ou do dia a dia comum. A mim coube fazer parte da equipe como supervisor, orientador e também como realizador.




Roda de Prosa
O grupo de participantes foi composto por dez pessoas, com idades entre 15 e 50 anos, com formações escolares diversas, selecionadas pelo grupo de monitores em data anterior ao início da oficina.
A temática das gravações também foi definida em reunião anterior ao início da oficina pelo grupo de monitores: gravaríamos os “causos” ou os “contadores de causos” da região.


D. Edith - contadora de causo

Os “contadores de causos” foram selecionados pela monitoria da oficina em data anterior ao início do curso: três senhores e duas senhoras, moradores antigos do município, foram avisados previamente da gravação com o grupo de participantes.

D. Lili - Contadora de Causo

Realização: Instituto Rosa e Sertão/Ponto de Cultura Seu Duchim
Parceria: Governo Federal - MinC, Programa Ponto de Cultura, Governo de Minas Gerais - SEC - Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais

Oficinas do Ponto de Cultura Seu Duchim - Outras Rosas em Rosa

Oficina de Dança - Produção

Objeto da Oficina de Dança: Com a Oficina de “Danças Tradicionais-Contemporâneas” pretende-se formar um corpo de dança local que articule as danças tradicionais da região com danças contemporâneas sugeridas pelos alunos. A dança é um modo de expressão fértil para se promover o diálogo entre a diversidade e tem o potencial de trabalhar a capacidade de criação, imaginação, sensação e percepção, integrando o conhecimento corporal e intelectual. Ao estimular um processo educacional que valorize a pluralidade cultural e a diferença, esta Oficina busca também explorar o conhecimento dos processos históricos, coreográficos, estéticos e sociais relacionados às danças trabalhadas. Sendo a cultura popular local um dos principais ingredientes desta Oficina, acreditamos que, através da criação corporal, será possível imprimir um comprometimento dos bailarinos com as formas de expressão cultural não-hegemônicas (Camila Medeiros - Projeto Ponto de Cultura Seu Duchim).

Preparação das cenas - Coordenação Ladyjane
Miguilim e o Sertão

 Elementos cênicos e o colorido do Sertão
 Alunas trabalhando expressão corporal
Ensaio na Rua

 Grupo de Dança
Cores e Sons
O espetáculo foi apresentado no X Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas e contou com a junção das oficinas de Tambores e Caixas de Reis, Manuelzinho-da-Crôa  e Audio  Visual.

Realização: Instituto Rosa e Sertão/Ponto de Cultura Seu Duchim
Parceria: Governo Federal, MinC, Programa Pontos de Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura

domingo, 26 de junho de 2011

X Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas

Estaremos lá com toda a alegria - Rosa e Sertão - Com as caixas de Reis, Causos, Danças e muita música.

Este ano é especial na vida de todos nós idealizadores, moradores desta terra e, como já dizia Rosa, os "estrangeiros" aqueles que passam e deixam saudade.

O Encontro dos Povos do Grande SertãoVeredas idealizado em 2001 pela Funatura e desde então abraçado pela comunidade veio marcar a presença da cultura norte-mineira neste "espaço adverso" da sede do munícipio de Chapada Gaúcha/MG. Espaço rural de origem sulesca com seus tratores e monocultivos.

Com o objetivo valorizar a cultura sertaneja trazendo para sede da cidade os fazedores de cultura das comunidades tradicionais fortalecendo  os laços intercomunitários. Estes moradores viviam cada um no seu "lugar" com seus laços afetivos, festivos e de trabalho. Trazendo para perto de cada um dos participantes sua produção e seu modo de "festar" e suas crenças.

Este encontro proporcionou também o encontro não somente com os moradores da sede, mas também com seus próprios vizinhos de comunidade. Não me esqueço do dia que ouvi de um dos participantes: "Moço esta dança de São Gonçalo é bonita mesmo, tão pertim e eu não conheci". Remetendo-se a dança do grupo de Serra das Araras - distrito de Chapada Gaúcha/MG.

O Encontro nos provocar e permiti as trocas e encontros num ambiente fervente de "culturas" e "prosa".
Estar no Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas é estar em cada pedacinho deste município no mesmo tempo e espaço. Instigante pelas histórias de luta, histórias de assombração, história de um Cerrado.

Celebra os "espaços de cultura" - Se por um lado o CTG recebe o "povo do sertão" ao seu jeito o Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas recebe as pessoas qque ão e se identificam com este SERTÃO.

Estarei lá!

Junho mês de fogueira, festa e oficinas no Ponto de Cultura Seu Duchim - Instituto Rosa e Sertão

Neste mês de junho as fogueiras de São João e Festa de Serra das Araras alegram o meu Sertão.


Não poderia ser diferente no Ponto de Cultura Seu Duchim. Um 'cadim' de notícia boa deste nosso Sertaõ:
Início de junho aconteceu II Arraiá Manuelzinho-da-Crôa e Meio Ambiente. Comemorando o dia Do Meio Ambiente a comunidade Chapadeira animou a festa junto com os manuelzinhos-da-Crôa. Muita roupa coloridas, sorrisos e estripulias. - Coordenadores: Povo do Rosa - Márcia, Bergues, Vitória,  Tiana, Marilene, Ambrosina, Mária, D. Vera, Manoel, Diana, Daiana -

No meio deste tempo o Canto-Coral Manuelzinho-da- Crôa não parou - coordenado pelas musicistas Diana e Daiana Campos - o coral vem trabalhando músicas do imaginário infantil e das brincadeiras de Reis. Será a base para o espetáculo "Outras Rosas em Rosa" com estréia marcada para dia 8 de julho no X Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas - Chapada Gaúcha/MG.

Na semana de 12 a 18 e 20 a 23 de junho Caixas de Reis batem sem parar com o Griô Sebastião - coordenados por Sebastião, Fabiana Lima e Diana Campos - Oficina Tambores - formação da Orquestra de Caixas de Folia.

E agora, agorinha mesmo as meninas dançam a melodia dos brinquedos de tradição - Reis e Terreiro com o pé no chão - coordenado por Ledjane e Daiana Campos- preparam o espetáculo “Outras Rosas em Rosa".

Sem falar que na turma do audiovisual - coordenados por Geraldo e Ana Carneiro - acompanham o movimento desta efervescência toda e mais o rastro e os causos dos contadores de causo. - Oficina Educando Olhares

Tudo isso e mais um pouco - Logo, logo fotinhas para dar um gostinho de quero mais.

Saudades deste Sertão meu ....
PARABÉNS!!!!!


Realização: Instituto Rosa e Sertão - PONTO DE CULTURA SEU DUCHIM

Parceiros: Governo de Minas Gerais - Secretaria de Estado de Cultura, Governo Federal - MINC - Pontos de Cultura.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Compartilhando experiências - Seminário "Iniciativas Sustentáveis: Construção do Plano de Manejo da Apa Estadual Macaé de Cima


Folias de Caixa - Ponto de Cultura Seu Duchim e Saber tradicional


Sebastião na feitura da caixa de Reis

Na semana passada, 22 a 26 de maio de 2011, aconteceu no Ponto de Cultura Seu Duchim a oficina de Tambores e Folia com o griô Sebastião Pereira, conhecido com Sebastião da Rabeca, da comunidade Ribeirão de Areia. Mestre em tocar e construir instrumentos musicais como rabeca, caixa e viola entre outros está atualmente levando seu oficio a comunidade através do Projeto Griô do Sertão na comunidade Ribeirão de Areia, Grande Sertão ( Chapada Gaúcha/MG). Sebastião é neto do seu Itim, um dos moradores mais lembrados pela sua vivência com a Folia de Reis pelos da comunidade e região, além de ter sido folião de Guia (chefe de Folia) do terno que hoje é comandado por Jonas de Itim, seu filho.

Entrelaçados neste histórico o Ponto de Cultura trouxe a experiência do griô para cidade de Chapada Gaúcha para uma troca de experiência e saberes ligados a tradicional Festa de Reis. A Oficina de Tambores de Folia foi dividida em dois módulos, sendo este primeiro momento com objetivo o processo de  feitura das caixas e observação participante das alunas. O material utilizado, ora comprado nas lojas comerciais, ora trazido do Cerrado produziu momentos de reflexão para a equipe do Ponto e participantes relacionados a questão ambiental e uso deste como fonte de manutenção para uma cultura presente há gerações.

O ponto máximo deste encontro foi o contato com o saber tradicional e a musicalidade produzida. Esta irá embalar o segundo módulo que trará o olhar das alunas da cidade  em contato com o imaginário rural ligado às danças, brinquedos e toques produzidos pela caixa de Reis.

Pretende-se ao fim desta oficina incentivar a formação de uma orquestra Feminina de Caixas de Reis que tocará junto  com o Canto-Coral Manuelzinho-da-Crôa músicas ligadas aos brinquedos das folias do Sertão.

A apresentação de todo o processo de trabalho do Ponto de Cultura será durante o X Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas, 7 a 11 de julho de 2011, sendo parte exclusiva do Encontrinho dos Povos do Grande Sertão Veredas.

Realização: Instituto Rosa e Sertão - Ponto de Cultura Espaço Geral de Folias Seu Duchim
Parceira: Governo Federal - Minc/Programa Pontos de Cultura,Governo do Estado de Minas Gerais - SEC

       

segunda-feira, 28 de março de 2011

Rua da Cultura do Ponto de Cultura Espaço Geral de Folias Seu Duchim




Neste domingo, 27 de abril de 2011, o Ponto de Cultura Espaço Geral de Folias Seu Duchim iniciou suas atividades de 2001 com a realização da III Rua da Cultura em Chapada Gaúcha/MG.
O encontro contou com a coordenação do Ponto de Cultura Seu Duchim, CRAS - Sec. Municipal de Ação Ação Social, Manuelzinho-da-Crôa e turma de alunos do Magistério da Escola Estadual Moacir Cândido.
Ao som de Cantiga de Roda e animação com brincadeiras tradicionais cerca de 200 crianças alegram a tarde de domingo da cidade.
Objetivo da ação "Rua da Cultura" é proporcionar um ambiente lúdico e de valorização do brinquedo tradicional por meio de atividades ao ar livre.
" O abre a roda tindolelê, O fecha roda tindolalá"
O Ponto abriu suas atividades de 2001 com muita alegria e energia!
Até chuva teve!!! "Chove chuva, chove sem parar".
O próximo movimento do Movimento Manuelzinho-da-Crôa está marcado para junho no distrito de Serra das Araras.  
Através da Arte e Educação transformamos o nosso mundo em um mundo melhor!
Obrigada a todos que contribuiram e contribuem neste processo.


Realização: Ponto de Cultura Espaço Geral de Folias, Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Governo de Minas Gerais, Ministério de Cultura/Pontos de Cultura
Apoio: CRAS, Secretaria de Ação Social, Alunos do Magistério/E.E.Moacir Cândido, Associação Poliesportiva Santo Agostinho, Comércio Local

terça-feira, 22 de março de 2011

Silêncio Respeitoso dos Inocentes

 

O silêncio não inocente
                                     Davy

(Cala boca Bárbara)
Calamos todos.
(Cala boca Bárbara)
Calamos num silêncio retumbante,
(Cala boca Bárbara)
Um discurso silencioso.
(Cala boca Bárbara)
Que ensurdeceu o MINC
(Cala boca Bárbara)
E ainda ecoa em nossos corações & mentes.
(Cala boca Bárbara)
Um silêncio respeitoso
(Cala boca Bárbara)
Porque diante de 2 servidores
zelosos e competentes
(Cala boca Bárbara)
Que, por circunstância,
receberam missão espinhosa,
(Cala boca Bárbara)
Que lhes custou o mais longo 10 segundos de suas vidas
do infinito tempo do silêncio que não quer calar.
(Cala boca Bárbara)
Silêncio que inaugura nova etapa do nosso Movimento
(Cala boca Bárbara)
Silêncio pedagógico, que ensina ao MINC e aos Ponteiros,
na mesma intensidade
(Cala boca Bárbara)
Aprendamos, pois,
com esse momento mais ruidoso que já conseguimos produzir:
Com um silêncio não inocente.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Rodada de Mobilização do Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu - Edital FNMA\2010

O Fundo Nacional do Meio Ambiente juntamente com a Caixa Economica Federal através do Fundo Socioambiental lançou em dezembro de 2010 o edital para Implementação do Plano de Desenvolvimento do Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu.

Há dois meses as entidades pertecentes a região do Mosaico estão trabalhando coletivamente para o encaminhamento da proposta. Na semana passada, 1º a 4 de fevereiro, aconteceu a segunda roda de reuniões para  implementação da proposta do projeto de Turismo Ecocultural e  Extrativismo do Mosaico Sertão Veredas -Peruaçu, localizado a margem esquerda do Rio São Francisco.

Esta visita teve como objetivo apresentar as entidades e comunidades parceiras o Termo de Referência de Implementação do Plano de Desenvolvimento do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu- MMA\FNMA 2010, no qual a Funatura ( Eixo Turismo Eco-Cultural) e Cooperativa Sertão Veredas ( Eixo Extrativismo) serão candidatos.

Aconteceram 07 reuniões em todo o território. A primeira cidade visitada foi a cidade de São João das Missões seguida por: Itacarambi, Cônego Marinho, Bonito de Minas, Januária, Distrito de Pandeiros e Chapada Gaúcha. Em cada cidade foram reunidas as principais lideranças comunitárias, entidades não governamentais, entidades ambientalistas e prefeituras.Este encontro possibilitou  troca de experiência e conhecimento da magnitude deste território entre suas comunidades, cultura e ações desenvolvidas.

O Mosaico de Unidades de Conservação e outras áreas protegidas denominado Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu é composto por 11 municípios com suas comunidades tradicionais que interligam as 06 Unidades de Proteção Integral, 09 Unidades de Uso Sustentável e 01 Reserva Indígena.

Para elaboração desta proposta pretende-se estabelecer um fio condutor e interligar a esta rede todas as ações dispostas no edital num prazo de durante 02 anos. Estas propostas  estão sendo discutidos de forma coletiva e conta com a contribuição de mais de 30 parceiros locais.

A extensão territorial é enorme, cerca de 1 milhão de hectáres, mas nossa geografia não se limita ao espaço fisíco mensurável, mas pretende através da ação humana em rede mobilizar as principais cadeias produtivas do Cerrado.

Dona Ildete - Quebradeira de Coco Babaçu - Comunidade Larguinha - Bonito de Minas
                                    
Reunião com Associação Indígena Xackiabá e Prefeitura de São João das Missões.

 Cidade de Cônego Marinho - Membros das Comunidades, Agência de Desenvolvimento e Prefeitura Municipal
Dona Emilia - Ceramica do Candeal juntamento com Cesar Victor- Funatura
 Cidade de Bonito de Minas - Lideranças Comunitárias, Poder Público e Câmara Municipal
 Cidade de Januária - Parceiros institucionais ( Cáritas, CAA, Grande Sertão, Unimontes, Ceiva, IEF, Prefeitura de Januária, Centro de Artesanato,
Refúgio de Vida Silvestre de Pandeiros - Comunidades tradicionais, Cooperativa de Pandeiros, Projeto Pandeiros.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Circuito de Natal Manuelzinho-da-Crôa 2010

Manuelzinho-da-Crôa através do Ponto de Cultura Seu Duchim: Espaço Geral de Folias animará as ruas de Chapada Gaúcha com musicas natalinas de Folia de Reis.

A partir do dia 12 de dezembro o grupo de 50 crianças e adolescentes levará alegria e muita música aos moradores dos bairros da sede do município com objetivo de apresentar as ações realizadas pelo grupo ao longo do ano de 2010.

O Manuelzinho tornou-se Ponto de Cultura em julho de 2010. Coordenado pelas musicistas Daiana e Diana Campos o grupo alegrará a semana com músicas de Folia de Reis e de artistas da MPB como: Cálix Bento; Festa de Santos Reis e outras.

Circuito de Apresentações:

11/12- Rádio Comunitária - Programa Prosa e Sertão
13/12 - Rua Açucena
14/12- Rua Serra das Araras
20/12- Av. Rio Grande do Sul
21/12- Av. Minas Gerais
22/12- Presépio da Praça Central

Folia e Foliões e seus Instrumentos Musicais em exposição no Grande Sertão

No dia 4 de dezembro o grupo Folia e Foliões e seus Instrumentos Musicais realizou apresentação e exposição em Chapada Gaúcha/MG. O grupo é composto por foliões da cidade de São Francisco/MG coordenado pelo produtor Raposo. Com seus instrumentos alegram o circuito das Gerais com  cânticos de Santos Reis, Lundu e Catira.

O projeto tem por objetivo circular pelas cidades norte-mineiras da margem esquerda e direita do Rio São Francisco encantando e levando a cultura dos Reis aos sertanejos e visitantes. Os principais objetivos desta exposição são: a interação com outros foliões dos municípios que recebem a exposição, a troca de experiência e o fortalecimento desta tradição.

Em visita pelo município de Chapada Gaúcha o grupo Folia e Foliões agradeceu o apoio da Prefeitura Municipal e das entidades que apoiaram este circuito, dentre estas,  o Instituto Rosa e Sertão. Após exposição na praça central os foliões foram convidados para continuar a folia na casa da festeira D. Vera e de seu esposo Seu Manoel que receberam com comida, bebida e festa o grupo de sua terra natal.

O projeto Folias e Foliões é patrocinado pela Natura fará este circuito por mais 6 meses!
Em breve mais um roteiro de apresentações.

Fotos:

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Você já visitou um Parque Nacional?

Artigo publicado no Correio Braziliense - Sábado, Seção Opinião - 20 de novembro de 2010.


Cesar Victor do Espírito Santo
Engenheiro Florestal
Superintendente Executivo da
FUNATURA – Fundação Pró-Natureza

Certamente a resposta para a maioria dos brasileiros será não. Mas, porque isso ocorre no País que tem o maior patrimônio natural do planeta Terra? Será que todo esse patrimônio não tem valor? Ou será que o povo brasileiro ignora esse valor?

Fico com a segunda opção, pois se o povo soubesse o valor desse patrimônio, não deixaria os parques nacionais e as demais unidades que compõem o sistema nacional de unidades de conservação no estado de descuido em que se encontram, com exceções, é claro. A forma mais eficaz de preservar o patrimônio natural de um país é através das unidades de conservação.

Aqui no DF, por exemplo, se perguntarmos quem já visitou o Parque Nacional de Brasília, excluindo a Água Mineral, vamos chegar a uma parcela ínfima da população. Isso considerando que esse Parque é uma exceção, ou seja, além de bem estruturado, possui um quadro de pessoal representativo e, dentre outras ações, desenvolve a longo tempo um trabalho de educação ambiental que possibilita que alunos da rede escolar visitem o Parque.

Alguém ajuda a proteger com amor aquilo que não conhece? Difícil. Em geral, as pessoas tendem a dar valor e a proteger somente aquilo que conhecem. Enquanto não houver políticas públicas que proporcionem que o povo tenha a oportunidade de visitar os parques nacionais e outras unidades, a sociedade brasileira não vai reconhecer o devido valor do patrimônio natural que possui.

Por não conhecer esse valor, a sociedade não pressiona o poder público a garantir recursos orçamentários muito mais representativos do que o que vem ocorrendo até hoje. Para receber visitantes, é imprescindível que a unidade esteja com a sua situação fundiária regularizada, ou seja, que tenham sido indenizadas as propriedades privadas (terras e benfeitorias) ou, pelo menos, a maior parte, especialmente as áreas previstas para visitação.

As mais de 300 unidades de conservação federais existentes no Brasil somam cerca de 74 milhões de hectares, área maior do que a superfície de 80% dos países do mundo. O problema é que as unidades são criadas, mas não implementadas e a posse efetiva dos territórios ainda está, na sua maior parte, com a iniciativa privada. Enquanto não forem indenizados, a atuação do ICMBio estará bastante limitada, não garantindo de fato a sua proteção e a possibilidade de proporcionar ao povo brasileiro um contato com a natureza.

Custa caro a implementação dessas unidades? As unidades que necessitam ser desapropriadas perfazem uma área aproximada de 64 milhões de hectares. Destes, parte já foi desapropriada, parte levará tempo para se definir legalmente os proprietários a fim de indenizá-los e, a maior parte, ainda precisa ser regularizada. Supondo que o governo federal necessite indenizar 34 milhões de hectares e que, na média, um hectare custe cerca de 600 reais, serão necessários pouco mais de 20 bilhões de reais.

Esta quantia é muito dinheiro? Depende. Para proteger o maior patrimônio natural do planeta, não, trata-se de uma quantia modesta. Sabe-se que o valor dos serviços ambientais (água, oxigênio, clima agradável, biodiversidade, controle biológico de pragas e doenças, dentre outros) prestados pelos ecossistemas naturais é muito elevado e, considerando o Brasil em sua totalidade, o valor é muitas vezes maior que os 20 bilhões citados. Esse valor é menor, por exemplo, que os 33 bilhões previstos para a construção de uma das obras do PAC, o trem–bala, que ligará o Rio a São Paulo. É questão de prioridade.

Além da questão fundiária, é recorrente a falta de pessoal e de estrutura física. Os poucos funcionários existentes em cada unidade responsabilizam-se por uma agenda muito além das suas possibilidades. A necessária integração com as comunidades locais, com as prefeituras municipais, com a iniciativa privada, com a sociedade civil acontece de maneira muito tímida.

As oportunidades de geração de emprego e renda se perdem. O ecoturismo seria uma importante fonte de ingresso para os municípios com unidades de conservação em seu território. Isso aliado à valorização da cultura tradicional dos povos que vivem nessas regiões, ao aproveitamento sustentável de produtos da biodiversidade, dentre outros aspectos.

Se investir cerca de 6 bilhões anuais (85 % para indenizações e 15% para o funcionamento da estrutura de gestão das unidades), o governo Dilma fará o que nunca foi feito antes na história desse País, ou seja, a proteção efetiva da biodiversidade mais rica do planeta em benefício das atuais e futuras gerações de brasileiros e, porque não dizer, de toda a humanidade.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Seminário: Políticas Públicas e Mercados para Produtos Comunitários do Cerrado em Brasilia - DF

REDE CERRADO CONVIDA:

Programação

17 de novembro – quarta-feira (manhã)

Abertura da oficina

Boas vindas

Apresentação da programação e participantes
Análise de conjuntura sobre produção e mercado para produção agroextrativista

Luis Carrazza (Central do Cerrado) e Laércio Meireles (Cooperativa Sem Fronteiras)

Debate sobre conjuntura dos mercados apropriados para produtos da sociobiodiversidade
17 de novembro – quarta-feira (tarde)

Mercado Institucional

Avaliação mercado institucional público - Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)
Apresentação Grande Sertão com PAA
Apresentação FASE/ARPA com PAA
Apresentação experiência UNICAFES com PNAE
Debate: Avanços e desafios do mercado institucional
Representantes da CONAB , FNDE e Secretaria de Educação do GDF

 
Trabalho de Grupo – Mercado Institucional

Recomendações da Rede Cerrado para continuidade/aprimoramento dos programas de acesso aos mercados institucional
Plenária para apresentação e debate dos resultados trabalhos de grupo

18 de novembro – quinta-feira (manhã)

Estratégias apropriadas de mercados para comunidades
Experiência mercado local venda direta
Apresentação da ARPA (MT)
Experiência de comercialização no mercado nacional e internacional
Apresentação da ASSEMA (COOPALJ/COOPAESP)

Comércio Justo - Oportunidades e desafios

Apresentação da Cooperativa Sem Fronteiras
Ferrramentas para planejamento e comercialização da produção
Apresentação da Central do Cerrado

Debate

Acesso a mercados diferenciados
Panorama sobre certificação orgânico e comércio justo
18 de novembro – quinta-feira (tarde)

Oportunidades de integração produtiva para obtenção de escala para mercados diferenciados
Central do Cerrado
Corredor do extrativismo
Núcleo do pequi
Arranjo do babaçu
Arranjo mel CSF
CSF
Plenária de encerramento e avaliação


19 de novembro – sexta-feira (manhã)
Reunião do Núcleo de Agroecologia do Cerrado - NACE
SOMENTE PARA ORGANIZAÇÕES INTEGRANTES DO NACE
19 de novembro – sexta-feira (tarde)
Reunião Projeto APLs do Cerrado/A Casa Verde
SOMENTE PARA ORGANIZAÇÕES QUE PARTICIPAM DO PROJETO APLS DO CERRADO
20 de novembro – sábado (manhã)
Reunião da Central do Cerrado
SOMENTE PARA ORGANIZAÇÕES QUE PARTICIPAM DA CENTRAL DO CERRADO
20 de novembro – sábado (tarde)
Reunião do Conselho Administrativo da Central do Cerrado
Reunião do Conselho Fiscal da Central do Cerrado

I Encontro da Rede de Mosaicos do Brasil



PRIMEIRA REUNIAO DA REDE DE MOSAICOS DO BRASIL

18 DE NOVEMBRO DE 2010

Participantes :

- Tatiana Rehder, MMA-SBF

- Fernando Lima, MMA-SBF-DAP

- Thiago Mota Cardoso, IPE – Mosaico Baixo Rio Negro

- Jean-François Timmers, Flora Brasil – Mosaico Extremo Sul da Bahia

- Ana Flavia Zingra, ICMBio – Mosaico Baixo Rio Negro

- Breno Herrera, ICMBio – Mosaico Central Fluminense

- Maria Auxiliadora Cardoso, Municipio de Itabira - Mosaico de Itabira

- Cesar Victor de Espirito Santo, Funatura - Mosaico Sertao-Veredas Peruaçu

- Ronaldo Magalhaes, IEF Minas Gerais – DAP

- Caroline Jeanne Delelis, CDS UnB – cooperaçao Brasil-França

Lugar : MMA – SEPN 505 - Lote2, Edifício Marie Prendi Cruz
Contato : Caroline J. Delelis (61 8110 1082 / 61 8157 3400) ou Tatiana Rehder (61 20282008).

Horario : 9h – 18h

Pauta indicativa

1/ INFORMES :

- Lançamento do livro e Comemoraçao dos 10 anos do SNUC

- Difusao feita na França - Lista de difusao no Brasil – Lançamento nos Estados

- Selo / Marca de mosaicos de AP

- Portaria sobre mosaicos

- Termo de cooperaçao FNMA – Caixa Econômica

- Balanço dos projetos de mosaicos no Brasil

2/ ORGANIZACAO E FORTALECIMENTO DA REDE

- Objetivo / agenda / plano de trabalho
- Metas até o fim da cooperaçao França-Brasil – Junho 2011 (capacitaçao – site internet : primeira proposta de site)
- Organizaçao / Funcionamento : secretaria executiva, recursos da rede.

Para saber mais sobre Mosaico de Unidade de Conservação acesse:

sábado, 6 de novembro de 2010

Brigada Municipal do PREVFOGO faz a diferença no município de Chapada Gaúcha

A Superintendência do Ibama/MG, por meio do Escritório Regional de Montes Claros, tem dado todo o apoio necessário ao Prevfogo/Ibama para a implementação de brigadas de combate a incêndios em parceria com diversos municípios mineiros. Os primeiros cursos neste ano para a formação de brigadistas aconteceram nos municípios de Itacarambi e São João das Missões de 09 a 13 de agosto, e nos municípios de Chapada Gaúcha e Januária de 16 a 20( Assessoria de impresa do IBAMA).
 
A cidade de Chapada Gaúcha - MG - já conta com sua Brigada Municipal.Com o combate aos incêndios em áreas do entorno do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, Parque Estadual Serra das Araras e comunidades;

Conta com o apoio de 15 integrantes, sendo 2 Chefes de Esquadrão e um chefe de Brigada. Além do combate ao fogo a Brigada Municipal de Chapada Gaúcha tem em seu plano de trabalho com ações de:  Educação Ambiental nas escolas, revitalização do Rio Feio ( distrito de Serra das Araras), coleta de sementes nativas e produção de mudas para  o viveiro municipal - construído em 2005 pela Brigada do IBAMA, sob coordenação de Kolbe Soares - chefe do PARNA GSV - na ocasião.

A inciativa do IBAMA na implantação de brigadas em parcerias com as prefeituras municipais do Norte de Minas veio mostrar a importância do trabalho interdisciplinar com prevenção e combate ao fogo ligado a ações socioambientais no entorno das Unidades de Conservação. Além da diminuição de ocorrências de incêndio pode ser mensurado positivamente o trabalho sociambiental, Educação Ambiental e Geração de Renda. Estes pontos devem ser levados em consideração como fatores importantes na avaliação que resultará  continuidade ou não do programa.
Registro fotográfico da Briagada Municipal de Chapada Gaúcha.

 Brigada Municipal de Chapada Gaúcha
 Educação Ambiental nas escolas - Coleta de saquinhos de leite para produção de mudas e apresentação do programa PREVFOGO.
Limpeza do Rio Feio - Distrito de Serra das Araras

Revitalização do Rio
 Lixo recolhido no rio Feio e Rio Catarina - Distrito de Serra das Araras

O Instituto Rosa e Sertão é parceiro da Brigada. No dia 28 de outubro realizou trabalho de Educação Ambiental  com os alunos da Escola Municipal Santa Terezinha - comunidade Buraquinhos -. Através desta iniciativa foram coletadas cerca de 300 sementes nativas do Cerrado. Com esta primeira ação  foi celebrado um pacto com a comunidade de realizar o plantio destas mudas, com a  parceria com a Brigada, em dezembro e janeiro de 2011.

Outro ponto que merece a atenção para o trabalho em parceria na Unidade de Conservação ( UC ) e seu entorno é o papel dos Conselhos Consultivos das Unidades - ferramenta necessária  para uma boa gestão. Infelizmente alguns conselhos de UCs não atuam de forma esperada impedindo que a sociedade civil intervenha e contribua neste processo tão importante de preservação e interação com o Cerrado. Esta ação deve ser repensada pelas instituições gestoras como ICMbio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Onde você encontra a Brigada:
Viveiro Municipal de Chapada Gáucha.

Pontos de Apoio: Secretaria Municipal de Meio Ambiente - Av. Idearte de Souza, Centro
Casa da Funatura - Avenida Grande Sertão Veredas

VIVA O CERRADO EM PÉ!

Fontes e Créditos:
 http://www.mma.gov.br/
Fotos Brigada Municipal de Chapada Gaúcha

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Festa da comunidade dos Quimlobola " Retiro dos Bois"


Um gostinho de quero mais da festa em comemoração a volta da matriarca Lorença Borges a comunidade Retiro dos Bois!



 Dona Lorença cantando o Manzuá

"Oiê Cadê o Manzuá?
Oiê ele aqui
Oiê Cadê o Manzuá?
Oiê ele aqui".


 Tatiane - Arca das Letras caindo na dança
Anatéia - Arca das Letras  - e o grupo Manzuá

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

I Seminário de Desenvolvimento Solidário - Associação Mãe Ana e Rosa e Sertão

Este encontro marcará a região da Barra do Pequi. Com debates e encaminhamentos o seminário propiciará um momento de troca de experiência e ações concretas para o desenvolvimento sustentável e solidário para os moradores das comunidades de: Barra do Pequi, São Félix, Vereda D'Anta, Barreiro Novo e Pequi.

O Instituto Rosa e Sertão realizou em 2008 a primeira edição deste encontro e agora temos a honra de seguir nesta parceria.

Segue abaixo programação:
I Seminário sobre Desenvolvimento Sustentável Solidário

II Encontro de Parceiros

Associação Comunitária Mãe Ana

Comunidade de Barra do Pequi

Chapada Gaúcha - MG

PROGRAMAÇÃO


22 de Outubro de 2010 – Sexta-feira


8:00 – Missa (Pe. Vanderlei)

9:00 – Lanche
9:30 – Abertura (Lourdes e Mundinho)

9:50 – Composição da mesa

10:00 – Mesa 01: Programas que contribuem para o Desenvolvimento Sustentável (20 minutos para cada palestrante).

 Ações de Desenvolvimento Sustentável em Chapada Gaúcha (Prefeito Mundinho).

 Programa Luz para Todos (Ministério Minas e Energia – Brasília - DF).

 Programa Inclusão Digital (Ministério das Comunicações – Brasília - DF).

 Projeto Arca das Letras (Furnas Centrais Elétricas de MG e RJ).

 Programa de Captação de Água de Chuva (Fundação Banco do Brasil).

 Alternativas de Convivência com Semiárido (Articulação do Semiárido Brasileiro).

12:00 – Debate

13:00 – Almoço

14:00 – Trabalho em grupo – (Nilson – RECID).

1º - Identificar as potencialidades das comunidades e do município.

2º - Identificar os problemas a serem superados.

3º - Apresentar quais as estratégias de superação dos problemas.

15:00 – Plenária e sistematização do trabalho em grupo (Nilson – Rede de Educação Cidadã).

16:00 – Solenidade de Inauguração Centro Multiuso


23 de Outubro de 2010 – Sábado

7:00 – Café

8:00 – Motivação para início dos trabalhos.

08:30 – Mesa 02: Ações que potencializam a Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (20 minutos para cada palestrante).

 Projetos de Geração de Renda (Contadoria Cidadã de Brasília - DF).

 Ações realizadas no município e perspectivas futuras (Cáritas Diocesana de Januária).

 Beneficiamento dos Frutos do Cerrado (Cooperativa Sertão Veredas).

 Segurança e Soberania Alimentar Nutricional e PNAE (Gildásio Santos - Consea/MG).

10:00 – Lanche

10:20 – Debate

1º - Identificar as potencialidades das comunidades e do município.

2º - Identificar os problemas a serem superados.

3º - Apresentar quais as estratégias de superação dos problemas.

12:00 – Almoço

13:00 – Mesa 03 - Perspectivas e ações voltadas para sustentabilidade.

 Programa Bolsa Verde: ações para preservação (Instituto Estadual de Florestas – Serra das Araras e Instituto Rosa e Sertão).

 Ações de Fortalecimento do Projeto Mosaico (FUNATURA e Instituto Rosa e Sertão).

 II Encontro de Agentes de Leitura do Programa Arca das Letras de Chapada Gaúcha/MG (Instituto Rosa e Sertão)

Encaminhamentos:

1º - Levantamento das propriedades com reserva legal.

2º - Levantamento de propostas para construção do projeto para FNMA/2010

3º Oficina de construção do projeto pedagógico da arca das letras.









 Apoio: 

domingo, 10 de outubro de 2010

Eucalipto

Poço Verde (Januária, 2010)
“O que eu posso falar é que o plantio de eucalipto deu prejuízo para nós todos da região, principalmente, começando pelas águas. Porque eu conheci Poço Verde, eu era morador lá nessa época, cheio, que morreu até gente afogada lá dentro do Poço, e hoje ele se acha seco por causa dos carreadores da empresa, e o desmate que fez, que acabou com a água. E hoje que Deus está tornando a refletir de novo, que já tem broto de pequi que está produzindo, eles estão querendo acabar com o resto”. (J., 67 anos, Comunidade do Cajueiro) "Assim que eles começaram, aqui no Poço ainda tinha bastante água. Chegou a ponto de morrer gente aí tomando banho afogado; veio o Corpo de Bombeiros de Montes Claros, chegou aí; entraram no Poço. Nesse tempo nós achávamos que o Poço era sem fim, até que os bombeiros chegaram, entraram caçando o rapaz, falaram: 'Nada, esse poço aqui tem fim. Aqui pode dar 5 metros de água'". (M. 59 anos, Comunidade do Poço Verde)